quinta-feira, 5 de agosto de 2010

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Tudo é muito complexo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mario Quintana.


"Com o tempo, você vai percebendo que,
para ser feliz com uma outra pessoa você precisa,
em primeiro lugar, não precisar dela...
Você aprende a gostar de você,
a cuidar de você, principalmente,
a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas.
é cuidar do jardim
para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!"



Ás vezes eu paro,e fico pensando...Ás vezes não;Na maioria das vezes. Que a gente perde muito de nós mesmos quando estamos com alguém. A gente se policia,ou não. A gente deixa de ter aquele super humor sem perceber, a gente se arruma como se aquilo bastasse pra um relacionamento durar. A gente se faz ator. E o pior (que é o melhor pra mim) é que as mascaras sempre caem. Acho que namoro,casamento é como fama. Antes de ter a certeza absoluta de que você tem aquela fama toda, todo mundo te venerando,amando,querendo fotos, enfim. Quando você sabe que não perde mais,você deixa se levar. E ao contrário... Quando você ama demais, quando você sabe que 'É' aquela pessoa,que não vai se arrepnder;você acha que não tem como conquistar mais, que não tem como ser mais romântico, ou mudar algum jeito pra surpreender...De arrancar uma florzinha do jardim e presentear. Mas o que eu descobri é que tem sim. Só basta querer! E não é bobeira não! Não quero me arrepender,não. E quanto a história de se perder no outro... isso eu ainda não aprendi a reverter...

(esse post ta uma loucura eu sei ;~~ )

sábado, 24 de julho de 2010


Cada dia mais tenho certeza de que a gente aprende é com a tristeza, a gente aprende é com a dúvida ,com o erro. Com o ‘cair pra levantar’. Acho que felicidade é um estado. Assim como tristeza, confiança, paixão... A cada texto que eu leio escrito por mim mesma, eu tenho a enorme percepção de que eu sempre busco as mesmas coisas, e sempre mesmo que camuflados os mesmos problemas e medos me afligem. Mas, acho que as pessoas tem perdido muito tempo buscando,caçando, planejando. Escrevi ‘caçando’ e pensei naquela disputa mesmo entre um caçador e um coelho por exemplo. Ele planeja tanto, faz todas aquelas armadilhas pra prender aquele que ele acha que é absolutamente menor ,mais fraco que ele... Quando ele arma tudo, e acha que tudo está perfeito... O coelho pode sair; calmo ,tranqüilo e sem que o caçador consiga chegar perto de capturar sem chance de erro o coelho já foi! E é assim, tampouco mais fácil. Então, o segredo não é se armar todo, não é se fazer. É ser! É estar! É se entregar!
Uma certa época imaginei que viver de forma intensa seria.. quebrar todas as regras, viver pra morrer sabe?! Mas nunca coragem eu tive pra fazer isso. E graças!
Hoje percebo que viver de forma intensa não vai além que sentir o calor de outra pessoa. Saber que não está sozinho. Saber que o céu é azul porque alguém superior quis assim ,e não porque houve um fenômeno da ciência sem explicações. Que formigas,esperanças,mosquitos tem o seu papel no meio ambiente. Que fechar os olhos e abrir e conseguir admirar todas essas cores do mundo é dádiva! E que as pessoas realmente são importantes nos seus últimos dias de vida, onde você pode observar o quão elas farão falta, o quão elas conquistaram em suas vidas. Não digo conquistas materiais, porque isso fica aqui, pros filhos,netos usufruírem. Digo no sentido de quantas outras pessoas ficarão sem rumo por meses, ficaram sem aquele ritual de todo dia com aquela pessoa... E é fato que daqui a meses vou ler esse texto e vou tirar algum proveito.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sozinha.


O fato é : o problema não são as pessoas que me deixaram, o amor que eu as dediquei. O problema é em mim. Acho que muitos relacionamentos estão firmes ou não pelo fato de que as pessoas não se permitem viver sozinhas. Acho que não deveríamos procurar alguém pra nos completar, e sim somar aquilo que os dois são.
Não falo só de relacionamento homem e mulher não. Dependência de gente, dependência afetiva. Até dependência de falta de silêncio sabe. Você não vê a hora passar se está na escola se distraindo,ou num show com os amigos, ou namorando. Agora,experimenta ficar em casa, a tarde num dia de semana onde todo o mundo parece estar trabalhando seus músculos e neurônios menos você. E que você olha no relógio a cada menos de meia hora,como se fossem duas horas passadas.Esperando alguém entrar por aquela porta pra dizer,’você não ta sozinho’.
O problema não é que o resto é mar... que fundamental é o amor. O problema é que fundamental é você! O amor ta aí,pra abrigar você, pra colher o que você foi como você!
E cadê você? Está jogado. Você ta em casa vendo o vídeo show, comendo ou não, feio ou não. Dormindo ou não,sonhando acordado ou não. Você sou eu. Eu fui criada com muita gente o tempo todo, fui ficar em casa pela primeira vez sozinha aos 15 ou 16 anos sei lá. Sempre falei com os outros ,falei,falei, ri, ri,ri... ouvi barulho,ouvi música. Mas não me vi, não me resgatei,não me senti.Não me! Não eu, não. E agora,tenho 18 anos! Já se passaram 2 anos,quase 3 da primeira vez que fiquei sozinha em casa. E não evolui um mês que fosse. E hoje meu maior medo é de não saber viver sozinha e pior de não saber respeitar os outros, no sentido de querer o tempo todo alguém comigo,me ouvindo, chorando minhas dores comigo, rindo minhas alegrias. O problema não é quem passou na minha vida e não ficou, o problema está na veia sabe,minto... é menor o problema está na imaginação, na mente. Tudo meu sempre foi mente, imaginação... Meu corpo se sentia tenso pra sentir certos sentimentos porque minha mente estava bloquiando tudo.Meu corpo respondia atráves de vômitos, o medo da solidão e da falta de aceitação do mundo comigo.
Acho que o caminho eu já sei, meu caminho agora é comigo mesma, quero ser sozinha e ver o que posso fazer sozinha. Não tenho o que temer. Afinal,sou eu comigo mesma. E o barulho da minha mente talvez seja maior até do que o da janela pra fora.

quinta-feira, 3 de junho de 2010




Desejo a vocês...
Fruto do mato,cheiro de jardim,namoro no portão,domingo sem chuva,segunda sem mau humor,sábado com seu amor,filme do Carlitos,chope com amigos,crônica de Rubem Braga,
Viver sem inimigos,filme antigo na TV,ter uma pessoa especial e que ela goste de você,música de Tom com letra de Chico,frango caipira em pensão do interior,ouvir uma palavra amável,ter uma surpresa agradável,ver a Banda passar,noite de lua cheia,rever uma velha amizade,ter fé em Deus,não ter que ouvir a palavra não.Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança,ouvir canto de passarinho,sarar de resfriado,escrever um poema de Amor que nunca será rasgado,formar um par ideal,tomar banho de cachoeira,pegar um bronzeado legal,aprender um nova canção,esperar alguém na estação
Queijo com goiabada,Pôr-do-Sol na roça,Uma festa,Um violão,Uma seresta
Recordar um amor antigo,Ter um ombro sempre amigo,bater palmas de alegria
Uma tarde amena,calçar um velho chinelo,sentar numa velha poltrona
tocar violão para alguém,ouvir a chuva no telhado,vinho branco,bolero de Ravel
E muito carinho meu.

(Carlos Drummond de Andrade)

No outono,outubro.


A falta de procurar veio ao meu encontro. Me dizendo aquele mp3 verde transparente,aquele sorriso com olhos enrugados estava me chamando atenção. E quando chegou... Mãos ,o que que eu faço com vocês, dentes,dor.
O coração abriu,e quis receber tudo o que tinha pra vir. Sem saber de querer menos,de querer calmo,de querer espaço pra respirar!Cansa de mel,só de falar.
As mãos tão branquinhas naqueles dias de chuva. Meu Deus como me sentia fervendo só de olhar as mãos.Me embalar em seus braços e me fazer dormir cantarolando. Meu Deus como amei,doei,desejei. Ops,acho que deveria ser conjugado na primeira pessoa do presente,que seja do singular ou plural.
Ah presente....Sufoco,sufocando,sufocado,sufoquei. Era muito assim. E os meus olhos não queria ver aquilo, mas meu coração ia se desfalecendo a cada ida,a cada dia indo mais cedo.Não culpo futuro,promessas,toque,pele,beijo,carinho.
No outono,outubro,séria uma analogia linda, mas era primavera;sentir tudo aquilo pela primeira vez,era como sentir que eu tinha nascido ali. Fico quieta pensando,no ponto de ônibus o coração aperta,desejando aquele cachorro da sorte por mais uma vez. Desejando aqueles dias de banco da praça. De ‘eu te amo’ sussurrado no ouvido. De te amo demonstrado por mãos tão macias, branquinhas, seguras. ‘não solta da minha mão’. Deus como me dói, não é dor de final infeliz, ‘eterno enquanto durou’ é dor de culpa. Dor de não saber perder, de achar que eu poderia ter sentido todo esse clima. E quem disse que talvez eu não tenha sentido? O coração quis ser falso comigo.E o futuro? E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver.Mas,eu... Eu ainda não me atrevo.Ainda quero a caneca de café, a camisa de manga comprida dele, do casamento, depois de uma noite de amor.Mas ele diz que um dia ele será feliz, se Deus quiser.

um dos textos que eu começei a escrever...
(postei essa foto que eu tirei em versailles,pq virada assim,ao meu ver,ela parece um pulmão e é isso. Respirar, voar, além).