segunda-feira, 9 de maio de 2011


O celebro parece não processar tanta informação nova. Os olhos de tão vermelhos só faltam borbulhar como um vulcão, e detalhe que nem é por dormir ás 3 da manhã e acordar as 6:20.
A vida virou de ponta cabeça, ou são só em noventa graus pra esquerda, e ela tende a fazer com que pareçam 180 graus. Muita presença de muita coisa faltando, muito buraco de caminhos pouco preenchidos. Muita vida desatando nós, e a dela só se entrelaçando mais. E é só a vontade de viver o momento e eternizar. É só a coragem de fazer novas coisas, buscando trégua com preguiça e medo de seguir. É hiperatividade que se contém com um sorriso lindo espontâneo na madrugada. “É cheiro que traz lembrança”. As mãos ásperas parecem não ter mais coordenação, escrevem por força do habito, nem se quer tocam forte o papel, como antes manchando a folha toda. O computador, tomou lugar ao caderno, ao sono, ao consciente... E por que, que ao invés de reclamar, de não sentir-se dentro do próprio corpo, ela não vai ao parque e deita sobre uma grama qualquer, até sentir a umidade? Não abraça alguém querido até se sufocar? Por que não faz nada pra melhorar tudo o que critica de forma acomodada? Ou então, vai fotografar o mundo; alias, ela sempre dizia que fotografia era uma de suas paixões. Talvez por ela ter dito “uma de suas paixões” que hoje ela não fotografa mais. Paixões, vão...

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